Proj.02-Punk in USA!

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A história do punk é a história da negação do futuro, do ceticismo, do pessimismo, da liberdade de expressão e da manifestação, esta cultura musical nasceu por volta de 1970 em Nova Iorque, Estados Unidos, influenciada por bandas experimentais dos finais dos anos 60.

O cenário Americano da altura estava conturbado, decorria uma luta intensa pelos direitos civis dos grupos marginalizados: os cidadãos afro-americanos, os homossexuais, os Nativo Americanos e inclusive as mulheres, em alguns casos com confrontos constantes entre protestantes pacíficos e a força agressiva da polícia e do resto da população. A Guerra do Vietnam era outro ponto de desequilíbrio visto que começou em 1965 e estendeu-se por dez anos. O movimento Hippie começa como uma reação social de combate aos problemas com a sua posição de que a vida devia ser feliz, ‘if it feels good, do it’. Os hippies reagiam negativamente às instituições estabelecidas acreditando que a cultura mainstream era corrupta e deteriorada e pretendiam fundar uma sociedade Utópica. O movimento ‘New Right’ e o próprio Presidente Nixon mobilizam-se num esforço para defender o governo conservacionista e a ideia tradicional de família, mas estas iniciativas apenas serviram para causar mais desconfiança na população.

O Punk nasce neste seio de conflito com um espirito de rebelião e a necessidade de desconstruir a sociedade, de confrontar os problemas e de demolir o sistema sem qualquer interesse no comercialismo das musicas, apenas na necessidade de exprimir o ultraje e expor a complacência social e cultural. Esta cultura musical é impulsionada por focos pontuais de ideias estruturantes do punk como é o caso do Glam Rock com os ‘New York Dolls’, as bandas de Rock ‘MC5’ e ‘Velvet Underground’ e o grupo que se pode descrever como sendo o antepassado do punk, o proto-punk ‘Iggy and the Stooges’.

Sendo um estilo, ele próprio, marginal, pelo uso e abuso de drogas e álcool, foi alvo de muitas criticas e rejeição, sendo o próprio nome punk dado por críticos da época e rejeitado pela maioria das bandas. Este movimento apenas conseguiu tração graças a dois estabelecimentos Nova Iorquinos que aceitavam as atuações, ‘Max’s Kansas City’ e ‘CBGB’ (Country Bluegrass Blues), este último pertencia a Hilly Kristal que tinha um requisito obrigatório para autorizar a participação de bandas ‘apenas podiam tocar musicas originais’. Esta oportunidade levou, apesar de Hilly não gostar da musica, ao lançamento de várias bandas punk como os ‘Television’ e os emblemáticos ‘Ramones’.

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